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Insetos: a comida do futuro...bem próximo!

Como você bem sabe, a população mundial cresce cada vez mais e para suprir a necessidade de alimentos para todos, a indústria de alimentos busca diversos meios de aumentar a produção e garantir a subsistência para todos. Na indústria de carnes, muitas empresas pesquisam sobre métodos de tecnologia em genes para criar porcos ou vacas que produzem mais carne, alterando o DNA original desses animais, o que nem sempre traz bons resultados (leia-se aberrações).

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Por outro lado, temos os veganos, grupo de pessoas que não consome/usa produtos com origem animal de maneira nenhuma, e os vegetarianos, que também não consomem carne, mas abrem exceção para os ovos, leite e derivados. As motivações mais comuns são com o intuito de diminuir o sofrimento que os animais criados para o abate sofrem, os benefícios de uma dieta sem carne e até mesmo reduzir o risco de contrair doenças. Doenças? Bem, temos como exemplo: a tênia ou solitária, a artrite infecciosa, carbúnculo hemático, coriza gangrenosa, linfangite ulcerosa, peripneumonia contagiosa, raiva e pseudo-raiva, neurocisticercose, toxinfecção alimentar, toxoplasmose e muitas outras que podem ser contraídas ao se consumir carne infectada e/ou mal cozida.

Conheça a alternativa que os cientistas vêm lutando para que se torne viável para toda a população na próxima página.

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Antropoentomofagia

Você sabe o que significam os termos entomofagia ou antropoentomofagia? São termos relativamente novos na nossa língua e significam nada mais do que “consumo de insetos”. Pode parecer estranho e dar aquele leve incômodo no estômago, entretanto, a ideia de se ter insetos como alternativa de alimento pode se tornar realidade em menos tempo do que você pensa. Atualmente, cerca de dois bilhões de pessoas no mundo, concentradas principalmente na Ásia, África e América Latina, têm parte de sua dieta composta por insetos. Tamanduás, inclusive, amam formigas!

Antropoentomofagia

Você sabia que já consome insetos?

Consumir alimentos que vem de insetos não é tão estranho assim, inclusive você provavelmente consome. Temos por exemplo, o mel (que vem das abelhas e é amplamente consumido em praticamente no mundo todo) e também camarões e siris que, tem as mesmas características de insetos e aracnídeos, pois pertencem ao filo ‘Arthropoda’. Um dos fatores que reforça a ingestão de insetos está ligado aos benefícios nutricionais que eles proporcionam. Podem ser fontes de proteínas de altíssima qualidade, ácidos graxos (ômega 3 e ômega 6).

Quais os outros benefícios da dieta de insetos e como nos acostumarmos com a idéia? Descubra na continuação do texto.

Você sabia que já consome insetos?

Estudos

Além dos benefícios para saúde, há outras vantagens na ingestão de insetos. Em 2013, a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) lançou o livro ''Edible Insects: future prospects for food and feed security'' (Insetos comestíveis: perspectivas futuras de alimentos e segurança alimentar, em tradução livre), que destaca alguns pontos muito importantes que reforçam a dieta baseada em insetos como:

Estudos

1. Fontes de proteínas, gorduras e mineirais. Em termos de maneiras de consumo, podem ser comidos inteiros, triturados, em forma de pasta ou como complemento em outros alimentos;
2. A necessidade de água e solo fértil para cultura de animais para o consumo ameaça as áreas ocupadas por florestas por exemplo;
3. Os gases que contribuem para o efeito estufa vem de grande parte do processo digestivo desses animais criados para o consumo;
4. Se comparada com a cultura de animais tradicionais, a de insetos é mais simples e mais fácil de ser adotada.

Ainda não se acostumou com a ideia? Existe um motivo para isso. Continue conosco na página seguinte para saber.

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Mas eu tenho nojo!

Essa repulsa têm explicação. Estamos acostumados a associar insetos à sujeira, como baratas, formigas, entre outros. Além disso, a textura é um dos fatores de repulsa e é um instinto natural, que pode ser domesticado, obviamente. É importante saber que a cultura de insetos para o consumo humano é higiênica e nenhum animal é sujo por natureza. Quem introduz a sujeira é o ser humano. Em Minas Gerais há uma empresa, Nutrinsecta, que produz insetos para o consumo humano e pretende disseminar a ideia abrindo um restaurante.

Mas eu tenho nojo!

O que os olhos não vêem, o paladar não sente...

Outro fator muito importante é a aparência. Se você soubesse como a maioria das coisas é feita, estaria comendo 1% do que come atualmente. Não é muito apetitoso olhar um prato repleto de larvas ou baratas, porém, essa repulsa pode ser facilmente contornada se você estiver olhando um prato de farinha (com os insetos triturados) por exemplo. E não vamos esquecer que muitos dos alimentos industrializados contém porções de insetos que são triturados em inúmeros pedaços e porções microscópicas, mas que ainda estão lá (ou você acha que o chocolate que você come não tem inseto algum?).

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Fonte: Unsplash / StarStock

O que os olhos não vêem, o paladar não sente...
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Calor e chuva 'desentocam' insetos, escorpiões e aranhas por certas cidades
Valber Azevedo
Valber Azevedo 08/10/17 06:03
QUAL O PROBLEMA?,O SER HUMANO SE ADAPTA A QUALQUER COISA