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Encarnação do Mal: A vida trágica de Anneliese Michel

Em 25 de fevereiro de 1978, o vento frio não tornava o ambiente mais agradável... a temperatura estava bem abaixo de zero. Ainda assim, esse clima não impediu que uma multidão se reunisse no cemitério de Klingenberg na Alemanha. Os espectadores não vieram testemunhar um enterro, eles estavam lá para assistir dois homens desenterrarem o túmulo de um corpo, o de Anneliese Michel. A razão para isso, tal como dada pelos pais de Anneliese, era dar a garota um caixão apropriado, já que todos estavam abalados com a morte, que aconteceu tão cedo e de forma tão inesperada, uma vez que ela só tinha 23 anos.

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Na realidade, Josef e Anna Michel, juntamente com os sacerdotes Ernst Alt e Arnold Renz, esperavam que os restos de Anneliese Michel provariam que ela estava livre da possessão demoníaca que eles afirmaram ter sido a responsável por tirar a vida da garota. Anneliese veio ao mundo como uma bebê saudável, em 21 de setembro de 1952. Crescendo com seus pais e suas três irmãs, Anneliese não teve uma vida simples... sua família era católica e muito conservadora.

Veja mais sobre a vida de Annelise na página seguinte.

Para a família Michel, as reformas do Vaticano II deveriam ser ignoradas e para eles, ninguém paga seus pecados sozinho. Anneliese passaria os invernos dormindo em pisos de madeira fria esperando que Deus levasse seu sacrifício como penitência aos viciados em drogas que haviam perdido a fé. Em 1969, enquanto os jovens de sua idade estavam experimentando drogas e lamentando a ruptura dos Beatles, Anneliese sofreria sua primeira crise. Os médicos diriam a sua família que Anneliese sofria de epilepsia, que poderia causar, entre uma lista terrivelmente longa de efeitos colaterais, mudanças de humor, alucinações e perda de consciência.

Anneliese foi internada em um hospital psiquiátrico onde sofreu mais convulsões. Foi durante o tempo no hospital que Anneliese começou a ver rostos demoníacos, dizendo que estava condenada. Ela disse a seus médicos, e eles davam a ela remédios. A medicação não pareceu ajudar e Anneliese caiu em depressão. Embora ela acreditasse que tomar sua própria vida seria um pecado imperdoável, Anneliese frequentemente considerava a hipótese de cometer suicídio. Ela deixou o hospital, mas os demônios a seguiram.

Conheça a história macabra de Annelise na página seguinte.

Durante meia década, os médicos tentaram ajudá-la de todas as maneiras possíveis, mas nada pareceu funcionar. Anneliese continuou tendo convulsões. Com os poucos recursos médicos daquela época, a família Michel voltou-se para pedir ajuda em sua igreja. Ernst Alt observou enquanto Anneliese Michel tremia no chão. Ele a ouviu explicar os rostos demoníacos que ela via e as coisas que eles diziam. Ele a viu urinar no chão, rodar como um cachorro. Ele se sentou e deixou a menina comer carvão. Tudo isso, acreditava o Pastor Alt, era prova de que Anneliese não sofria de uma condição médica séria, mas que os demônios entraram em seu corpo, procurando levar sua alma.

Ele sabia que só havia uma maneira de ajudar a garota problemática: Anneliese precisava receber um exorcismo de acordo com o Rituale Romanum de 1614. O pastor Alt levou-a ao bispo Josef Stangl, juntamente com uma carta escrita por Anneliese, na qual explicou ao bispo que "queria sofrer por outras pessoas". O bispo Stangl aprovou o pedido do Pastor Alt e enviou o padre Arnold Renz para trabalhar com Alt. Em 25 de setembro de 1975, Alt e Renz realizaram a primeira das 67 sessões em Anneliese. Cerca de duas vezes por semana, Renz e Alt prenderam Anneliese em uma cama e realizaram o Exorcismo, documentando cada sessão em fitas cassetes.

Descubra na página seguinte o que foi registrado nessas gravações.

De acordo com as gravações, Anneliese foi possuída por vários demônios, incluindo Lucifer, Judas Iscariote, Nero, Caim, Hitler e um sacerdote franco amaldiçoado do século XVI. Em uma sessão, Judas explica como Hitler não gosta muito do inferno porque ele tende a se gabar demais. Por um tempo, as sessões pareciam ajudar Anneliese, e ela pôde voltar para a escola. Ela até conseguiu começar a frequentar a igreja novamente, mas isso durou pouco. Na primavera de 1976, ela começou a atacar familiares, mordendo e arranhando-os. Quando ela não conseguia pôr as mãos em suas irmãs, Anneliese batia em si mesma.

Ela se recusou a comer, dizendo que os demônios não deixariam. Ela caia de joelhos repetidamente, centenas de vezes por dia, quebrando suas rótulas nesse processo. Ainda assim, seus pais confiaram na igreja e não buscaram ajuda médica. Em seus momentos lúcidos, Anneliese contava que estava disposta a morrer para pagar pelo pecado de jovens rebeldes e padres que renunciaram à religião. Anneliese continuou a se recusar a comer, mas agora deixou claro que era sua escolha, e não escolha dos demônios dentro dela.

E as coisas só pioravam...veja o desfecho desse caso na página seguinte.

Anneliese teve pneumonia e febre, além de estar fraca e abaixo do peso. Ainda assim, os dois sacerdotes continuaram as sessões. O exorcismo final foi feito em 30 de junho de 1976. Anneliese, muito frágil para se ajoelhar, teve ajuda de seus pais. Na gravação, ela fala pela última vez. Ela diz a Renz e Alt para "implorar por absolvição" e, em seguida, se volta para sua família. Em lágrimas, Anneliese sussurra "Mãe, tenho medo". Na manhã de 1º de julho, Anneliese Michel morreu de desnutrição e desidratação. De acordo com o relatório. Ela pesava apenas 30 quilos. Hoje em dia, não é incomum ver os ônibus pararem nos portões do Cemitério de Klingenberg. O lugar de descanso final de Anneliese Michel tornou-se um monumento para muitos, e igrejas de toda a Europa fazem peregrinações ao local por causa da menina que morreu pelos pecados do mundo.

Em 1984, bispos e teólogos alemães formaram uma comissão para rever o caso de Anneliese Michel e descobriram que a igreja não fez o suficiente para ajudar uma garota que estava visivelmente perturbada mentalmente. Em sua revisão, a comissão destacou partes específicas dos ritos de exorcismo que alimentam os delírios de uma pessoa que sofre de uma doença mental, particularmente o uso da frase "Eu te ordeno espírito imundo", o que confirma que o paciente que eles está verdadeiramente possuído. A comissão solicitou que essas linhas fossem alteradas para melhor ajudar aqueles que precisavam. O Vaticano ignorou seu pedido.

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Fonte das imagens: Pixabay / Instagram / Twitter

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Vidros sujos de carros retocados por artistas anônimos!
Talita Elton Gabriel
Talita Elton Gabriel 15/01/18 07:03
Thais Rafaelle Mauro Ribeiro Eliane Baron
Thais Rafaelle
Thais Rafaelle 15/01/18 07:03
Mauro não vai ver pq não vai dormir dps kkkkk
Talita Elton Gabriel
Talita Elton Gabriel 15/01/18 07:03
Ou vai acordar às 3:00 da manhã...kkkk
Thais Rafaelle
Thais Rafaelle 15/01/18 07:03
Mauro não vai ver pq não vai dormir dps kkkkk
Talita Elton Gabriel
Talita Elton Gabriel 15/01/18 07:03
Ou vai acordar às 3:00 da manhã...kkkk
Vitória Oliveira
Vitória Oliveira 14/01/18 07:03
Tenho medo nem vou ler kkkkkkk
Eduardo M. Gomes
Eduardo M. Gomes 14/01/18 07:03
Tem terror q não é ficção!
Felipe Teodoro
Felipe Teodoro 14/01/18 07:03
Não gostei dessa risada kkkkkkkkkkkjj
Angela Fitees
Angela Fitees 13/01/18 07:03
Amanda Camargo Vitória Oliveira ai vcs q gostao muito de filme de terror quero vcs lerem isso
Vitória Oliveira
Vitória Oliveira 14/01/18 07:03
Tenho medo nem vou ler kkkkkkk
Diandra Junior Henrique
Diandra Junior Henrique 13/01/18 07:03
Doença mental muito comum em pessoas que sao muito religiosas.
Larri Laerte
Larri Laerte 13/01/18 07:03
Quem não acredita em espírito fique esperto
Renan Casarin
Renan Casarin 13/01/18 07:03
Eliza Mara curti pra mim ! Rs
Marcela Rutier
Marcela Rutier 13/01/18 07:03
Erick Feitosa olha isso é muito sério e muito triste neh
Loane Fabíola
Loane Fabíola 13/01/18 07:03
Felipe, que tal? Hihi
Felipe Teodoro
Felipe Teodoro 14/01/18 07:03
Não gostei dessa risada kkkkkkkkkkkjj