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O famoso "macaco da selfie" corre risco de extinção...

Se não fosse por um macaco super sociável chamado Naruto, que, de acordo com a história original, se aproximou e tirou uma selfie usando uma câmera que havia sido preparada por um fotógrafo que visitava um parque indonésio, essa espécie de macacos pretos poderiam estar morrendo no escuro. A foto, que surgiu em 2011, logo se tornou viral e, de repente, a espécie Macaca nigra, também conhecido por “Yaki” no idioma local, obteve milhões de fãs na Internet, exatamente quando a União Internacional pela Conservação da Natureza, que estabelece um estado de conservação seguro para os animais, estava trabalhando para incluir esta espécie de olhos âmbar como uma das mais ameaçadas do mundo.

Então, em 2015, a selfie de Naruto provocou uma “demanda” pelos direitos autorais, incluindo o grupo de bem-estar animal "Pessoas em prol do Tratamento Ético dos Animais", algo que poderia ultrapassar os limites dos direitos dos animais. No entanto, a popularidade de Naruto não lhe deu nenhuma credibilidade especial em relação a seus companheiros macacos da Reserva Natural de Tangkoko-Batuangus-Duasaudara, perto de Bitung, na ilha de Sulawesi.

Nos últimos anos, estes macacos criticamente ameaçados de extinção, tem sofrido muito, já que foram caçados por sua carne, tomados como animais de estimação e reclusos em áreas cada vez menores por meio da poda ilegal para plantações de coqueiros e também pelo desmatamento por parte dos aldeões. Enquanto isso, os conservacionistas estão lutando contra os planos do governo de invadir terras selvagens para estradas e indústrias. Alguns fazendeiros apanham os macacos para evitar que os macacos saqueiem as colheitas, mas também ficam presos em armadilhas de porcos, pássaros ou ratos, que significa dinheiro rápido para um caçador.

Os primatologistas contaram até uma centena de armadilhas dentro de uma pequena área dentro dos limites da reserva e, infelizmente, os macacos que conseguem escapar podem perder algum membro devido à perda de sangue. Por outro lado, o comércio local de animais de estimação prospera em macacos capturados ou órfãos, muitas vezes desnutridos e confinados em espaços minúsculos. Mas a maior ameaça são as pessoas de Sulawesi, que comem a carne desse macaco por séculos. Hoje, ele custa apenas US$ 2 dólares (cerca de R$6,50 reais) por quilo (um macaco pesa 8-10 kg) e a demanda é muito alta durante os períodos de férias.

A cidade de Tompasobaru, a seis horas de carro de Tangkoko, é conhecida pelo aroma de cravo, que cobre os pátios das casas por serem colocados para secagem ao sol. Mas no mercado aberto da cidade, o ar se torna bastante pesado devido ao cheiro metálico das mercadorias dos açougueiros. Na venda, juntamente com peixe seco e pés de galinha, geralmente há ratos e morcegos (as asas também são vendidas como couro), bem como porcos e macacos abertos, com os rostos intactos. Nofi Raranta, o principal comerciante de cravo da cidade, também é o melhor caçador, empregando cerca de uma centena de homens que depenam as florestas circundantes em busca desse material.

Embora seja verdade que a lei na Indonésia protege os macacos em risco de extinção a todo custo, a polícia não faz nada sobre isso. Na verdade, não é incomum que os agentes saiam e comam com os caçadores de vez em quando. O problema é que, mesmo que as leis sejam obedecidas, a prisão não é geralmente dada para os caçadores furtivos, então, no máximo, eles podem receber uma multa. Existem poucos incentivos para impedir o que estão fazendo. Para contrariar as numerosas ameaças, algumas organizações, como o “Projeto Macaca Nigra”, cooperam para tentar mudar corações e mentes sobre a conservação desses macacos.

"Eu não gosto de matar macaco, mas uma vez cozinhado eu gosto do sabor, com muitas especiarias. Parece javali ou carne de cachorro", disse Nita, uma mulher de Minahasa que morava na área. Os animais geralmente são colocados no fogo com o objetivo de escaldar o pêlo e manter a carne em melhores condições para conservação. Uma grande multidão de defensores da natureza foi forçada a ir às igrejas da região para pedir aos sacerdotes que coloquem na cabeça de seus fiéis que os seres humanos são os guardiões da Terra e que, como tal, devem proteger as espécies em perigo, como os macacos.

De acordo com os primatologistas que estudam o caso, em termos de obter o apoio dos políticos, os interesses em competição geralmente significam a perda dos macacos. "Não podemos simplesmente decidir as coisas de uma perspectiva ecológica, há fatores econômicos e culturais a considerar", disse Akshari Masikki, funcionário do Departamento de Conservação de Recursos Naturais. Não há dúvida de que a população destes macacos deve aumentar, o mais rápido possível. Alguns dizem que o ecoturismo poderia ser a solução. "Estes macacos são icônicos. Eles têm características fabulosas, como aquele cabelo punk e o traseiro em forma de coração. Yaki (como eles chamam essa espécie no idioma local) poderia até mesmo se tornar o mascote para Sulawesi ".

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Imagens: Twitter / National Geographic

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Animais que você não sabia que estão ameaçados de extinção
27/04/18 06:03
Ah que triste! Coitados dos bichinhos