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Bactéria mortífera faz mulher só conseguir se comunicar piscando os olhos

Uma inglesa chamada Rikke Schmidt Kjaerdgaard, da cidade de Cambridge, no Reino Unido, passou por maus bocados e tudo começou quando ela não se sentiu bem após um passeio em família. Peter, seu esposo, percebeu de cara que algo não estava bem com Rikke. Ao chegar do passeio, ela foi se deitar, pois estava com muito frio, mas, pouco tempo depois, ela começou a ficar febril e a fazer vômito. A inglesa pensou tratar-se apenas de uma gripe, mas era algo muito mais grave ainda estava por vir.

A temperatura corporal de Rikke subiu muito rapidamente, de 35ºC para 45º C, em questão de minutos. Um médico foi chamado e ele receitou alguns remédios para tratar uma possível gripe. Porém, no dia seguinte, o problema agravou-se, Rikke contou à BBC que era impossível sentar. Outro médico foi até onde estavam, mas a vida da mulher já encontrava-se por um fio.

O marido sabia que cada segundo era importante para que Rikke ficasse viva. Ela precisava de cuidados médicos mais específicos urgentemente, uma ambulância veio buscá-la e no caminho, seu coração parou por 40 segundos. Peter chegou a ouvir dos médicos que deveria se preparar para o momento em que desligariam os aparelhos, pois o caso era muito grave. Mas, Rikke, superando todas as expectativas, conseguiu sobreviver, mas a recuperação não foi fácil para ela.

Apenas quando Rikke conseguiu acordar do coma, todas perceberam quão grave era o seu caso. Em entrevista à BBC, ela comentou como foi: "Com o tempo, fui percebendo o que estava acontecendo". Ela começou a ter a noção de não tinha como controlar a fala ou apenas se mexer, como ela mesma define: estava presa em seu próprio corpo. A partir deste momento, ela começou a utilizar as piscadas de olho como meio de comunicar-se.

Uma piscada era sim e duas correspondiam ao não. Ao mesmo tempo em que era ótimo ter descoberto como poderia comunicar-se, havia uma grande dificuldade em conseguir fazê-la. Ela explica que as memórias deste período são muito conturbadas, mas que Peter sempre estava lá para lembrá-la de não desistir. "Quando eu o via ou escutava, me acalmava. Ele foi o meu salva-vidas", conta Rekke à BBC. Rekke entende que cada dia do processo de recuperação foi uma pequena vitória." A primeira palavra que ela soltou quando pôde falar novamente foi: estranho.

A palavra, no entanto, resume bem como deu-se a sua recuperação, pois ela teve que reaprender tudo novamente: respirar, engolir e falar, são algumas das coisas que dedicar-se para voltar ao normal. Após 4 meses de internação, Rekke foi autorizada a levar seus filhos para dormir com ela na cama hospitalar. Neste momento, eles pularam de alegria por ficarem novamente próximos à mãe.

Após 5 meses de internação, Rikke estava livre da bactéria mortífera e foi para casa. Mas, como a gravidade do caso era muito pesada, a doença a deixou com algumas sequelas. Os dedos de suas mãos foram em grande parte amputados, pois houve gangrena. E ela ainda é quase cega de um dos olhos. Mas Rikke hoje entende sua vida como um presente e quer usar a sua experiência para ajudar outras pessoas. Inclusive ela já começou a pensar em como fazer isso.

Rikke abriu sua própria empresa que tem o objetivo de ajudar quem sofra de doenças crônicas a entender seu quadro clínico. Além disso, ela pretende lançar um livro para conscientizar e confortar as pessoas que tem alguém que experienciou a sensação de ficar aprisionado em seu próprio corpo, como foi o caso da inglesa. Atualmente, a Rekke só pensa em viver cada dia como se fosse único.

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Fotos: Twitter

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