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Erro médico faz com que bebê seja decapitado na hora do parto

A espera por um filho é com certeza um dos acontecimentos mais importantes na vida da maioria das mulheres. Desde o momento que sabem que estão grávidas, até a hora do parto, passando pelos meses de gestação, acompanhando o crescimento do feto e vivenciando as mudanças no seu corpo, tudo isso faz desse tempo, momentos únicos, mesmo que aconteçam mais de uma vez na vidas dessas mulheres. Mas nem sempre as coisas acontecem como se espera, pode vir a acontecer imprevistos.

Neste artigo contaremos um caso que aconteceu com uma grávida na Escócia. O que deveria ter sido uma cesariana no Hospital Ninewells, na Escócia, terminou em uma tragédia terrível devido a um erro cometido pela Dra. Vaishnavy Laxman. Tudo começou quando uma mulher, cuja identidade é desconhecida, chegou com dor severa ao hospital com apenas 25 semanas de gravidez, então aparentemente seria um parto prematuro e tudo indicava que era necessário proceder a uma cesárea, já que o bebê ainda não estava na posição indicada para o parto.

No entanto, a médico que a tratou decidiu que seria um parto normal e esse foi seu erro, de acordo com o jornal britânico Mirror. A tragédia ocorreu quando a médico pediu a paciente que fizesse um esforço enquanto aplicava tração às pernas do bebê, mas ele veio com o cordão umbilical preso no pescoço. A manobra terminou com a decapitação do feto com o cordão umbilical, diante do qual uma nova equipe de médicos procedeu a uma cesariana de emergência para que a cabeça do bebê fosse removida da barriga da mãe.

De acordo com Mirror , depois os médicos colocaram a cabeça do bebê ao lado do corpo para que sua mãe pudesse dizer adeus. Embora isso tenha acontecido em março de 2014, somente agora que todos os detalhes são conhecidos no tribunal que está lidando com o caso. Até mesmo foi tratado perante a Corte que a mulher não tinha sequer um trabalho estabelecido naquela época. A esse respeito, a mãe afetada expressou no tribunal o que ela sentia pela médica que "roubou" o filho: "Eu não a perdoo", disse ela.

Por sua parte, a Dra. Laxman, com os olhos fixos no chão, negou ter contribuído para a morte do bebê. Seu advogado, Gerard Boyle QC, dirigiu-se à mãe durante a audiência e disse: "A Dra. Laxman pediu-me que lhe dissesse que está muito triste e transtornada com o que aconteceu com seu bebê. "Ela sabe que nenhuma quantidade de palavras pode ou vai suavizar sua dor, mas ela quer que você saiba que o que ela estava tentando fazer era a melhor coisa para dar à luz seu bebê de forma rápida e eficiente, e tinha boas intenções de coração. Ela não pretendia te machucar ou prejudicar seu bebê e oferece suas desculpas de todas as maneiras possíveis. Ela espera que em algum momento você se sinta de alguma forma um pouco melhor ".

Violência obstétrica no Brasil

No Brasil atualmente as mulheres estão buscando seus direitos para que haja menos violência na hora do parto, a chamada violência obstétrica. Ela é caracterizada por agressões verbais, recusa de atendimento, privação que a parturiente tenha um acompanhante, realizações de intervenções e procedimentos médicos que não são necessário, tratamento humilhante, múltiplos exames de toque ou não receber anestesia quando solicitado, são alguns dos exemplos de abusos sofridos por pacientes na hora do parto ou durante o pré natal.

Durante a gravidez e na hora do parto, são momentos em que mulher está bastante fragilizada, necessitando de mais atenção e qualquer violência nesse período pode se transformar em um trauma no futuro. Por isso o cuidado com a mulher é tão importante nesse período. E coisas simples ajudam a impedir que esses abusos sejam cometidos. A simples presença de um acompanhante pode inibir que alguns tipos de violência aconteçam. A presença do acompanhante, inclusive, é garantida por lei desde 2005.

Se você já passou por algum tipo de violência desse tipo, por mais que no Brasil ainda não exista uma legislação específica para esses casos, existem algumas providências que podem ser tomadas. Alguns casos podem ser considerados lesão corporal, como é o caso da episiotomia, que pode não ser necessária em alguns casos. A mulher deve procurar a Delegacia da Mulher ou fazer uma denuncia no Ministério público, para que a conduta médica e a instituição hospitalar sejam investigadas.

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Imagens: Twitter

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