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Telefone celular encontrado na rua foi fundamental para descobrir um avô que abusava da neta

Um homem andando por uma rua em Bogotá encontrou o celular no chão. Ele o levou para sua casa e começou a revê-lo, sem imaginar que encontraria tais abusos contra uma menor, cuja idade varia entre 5 e 7 anos. Indignado, ele entregou o dispositivo às autoridades para que fosse possível analisar o conteúdo e encontrar o autor dos crimes. Na galeria havia vídeos das violações sofridas pela menina. Depois de analisar imagens e contatos, a polícia determinou que tudo aconteceu em uma casa da cidade de Bosa e pegou o depravado.

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"Não tínhamos nenhum elemento que nos afirmasse com certeza de que era uma pessoa de nacionalidade colombiana, ou que tivesse sido realizado no território colombiano, tudo o que tínhamos era um vídeo com conteúdo sexual em um celular, não tínhamos absolutamente nada mais ", diz o capitão Luis Miguel Morales, chefe da investigação da Polícia Infantil e Adolescente. A primeira coisa que foi feita foi um estudo das características morfológicas da menina abusada.

Em seguida, eles rastrearam as chamadas de entrada e saída do celular. Foi assim que determinaram que o dono morava na cidade de Bosa. "Com esses números de telefone, começamos a pesquisar os perfis do Facebook das pessoas que ligaram para o celular e encontramos um grupo de crianças que poderiam ser irmãs." No meio dessa busca, identificamos que havia uma garota que tinha características morfológicas semelhantes ao vídeo. ", detalha o Capitão Morales.Eles já haviam encontrado a criança em imagens de redes sociais, agora o desafio era encontrar sua casa.

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Uma foto da menina de uniforme da escola foi fundamental para estabelecer um raio de busca. Os investigadores foram ao bairro e, casa por casa, perguntaram qual era a escola cujo uniforme o pequeno estava usando. Chegaram à instituição e conseguiram identificar as três meninas dos perfis analisados: as três eram irmãs. Com a vítima identificada, eles começaram a fazer análises forenses e determinaram que era o próprio avô que aparecia nos vídeos abusando dela. O homem foi localizado e preso e acusado. Ele foi enviado para a cadeia.

Essa realidade não é muito diferente aqui no Brasil. Na maior parte das vezes, crianças são abusadas pelo parentes mais próximos, pessoas que deveriam protegê-las e dar amor, suporte emocional e carinho. Não são raros os casos noticiados pela mídia em que crianças são abusadas por pais, padrastos, tios, primos, mães… Não são poucos os casos assim, e mais triste ainda é pensar a quantidade de vezes em que abusos acontecem e não são descobertos e denunciados.

Somente para citar alguns, podemos lembrar de um caso recente, que foi amplamente falado pela imprensa, em que um pastor, que era pai de um garoto e padrasto de outro, abusava das crianças de 3 e 6 anos. Após um desses abusos ele tentou matar as crianças. O religioso colocou fogo nos nas crianças ainda vivas para que seu crime não fosse descoberto. Se ainda for possível piorar, a mãe das crianças sabia que os abusos aconteciam, mas não denunciou o abusador.

Um caso envolvendo um outro pastor aconteceu em Fortaleza, no Ceará. Um homem de 52 anos, que era pastor, foi preso sob a acusação de pedofilia. Ele teria molestado meninas com idades entre 6 e 12 anos. Os abusos aconteciam dentro das casas das vítimas e não levantavam qualquer suspeita devido a posição de sacerdote que ele ocupava. No celular do pastor foram encontradas fotos das crianças usando somente peças íntimas, e também vídeos de sexo explícito, que ele usava para mostrar para as meninas. O crime só foi descoberto pois uma das vítimas, já adolescente, contou a história para os pais durante uma briga.

No Brasil dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por exemplo, mostram que 70% das vítimas de estupro do país são menores de idade. Segundo dados do Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e do Sistema Único de Saúde, mais de 120 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes foram registrados no país entre 2012 e 2015 - o equivalente a pelo menos três ataques por hora. Se você souber de casos que envolvam essa violência extrema, denuncie, Disque 100.

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Imagens: Twitter/ Pixabay/ YouTube

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